Líder e ministro de louvor são mortos em ataque terrorista no Congo
- 23/07/2026

Um líder idoso e um ministro de louvor foram mortos durante um ataque de extremistas islâmicos, na República Democrática do Congo.
Segundo a Portas Abertas do Reino Unido, membros do grupo terrorista Forças Democráticas Aliadas (ADF), ligado ao Estado Islâmico, realizaram três ataques no território de Beni, na província de Kivu do Norte, entre os dias 12 e 16 de julho.
Um dos ataques ocorreram na comuna rural de Mangina em 14 de julho, onde extremistas islâmicos assassinaram um ancião de uma igreja local e o ministro de louvor.
Outras seis pessoas ficaram feridas, uma pessoa está desaparecida e duas casas foram incendiadas.
"O medo está aumentando. Irmãos e irmãs, por favor, intercedam pela segurança da comuna rural de Mangina e pelo fortalecimento da fé dos cristãos”, pediu o pastor Nkulu*, que mora em Mangina, em entrevista a Portas Abertas.
O pastor abrigou dez cristãos que fugiram de seus bairros durante o ataque.
Em 12 de julho, terroristas da ADF atacaram uma área próxima a cidade de Beni, matando sete pessoas e três soldados das Forças Armadas do Congo.
No dia 16 de julho, os extremistas fizeram mais um ataque na cidade de Mangina, deixando 10 pessoas mortas.
Estima-se que mais de 20 pessoas foram assassinadas no total e há temores de que novos ataques aconteçam a qualquer momento.
Cristãos da região leste do Congo se tornaram alvo de perseguição severa da ADF, sofrendo massacres, sequestros, violência sexual e destruição de igrejas.
Segundo muitas vítimas, os ataques têm o objetivo de erradicar a presença dos seguidores de Jesus na região.
Cristãos ameaçados
Nos últimos meses, a propaganda das Forças Democráticas Aliadas passou a utilizar o termo “combatentes” para se referir a cristãos que rejeitam a conversão ao Islã ou se recusam a aceitar a condição de dhimmi, status historicamente imposto a não muçulmanos submetidos ao domínio islâmico.
Na tradição islâmica clássica, aqueles que aceitavam essa condição eram obrigados a pagar a jizya, um imposto cobrado pelos conquistadores islâmicos.
Em uma declaração divulgada em canais ligados ao Estado Islâmico nas redes sociais, o grupo afirmou:
“Que os adoradores da cruz saibam que não terão segurança, a menos que se submetam voluntariamente ou paguem a jizya em humilhação”.
A ADF afirmou ter matado quase 1.000 cristãos no nordeste da República Democrática do Congo desde a intensificação de sua campanha de violência, em dezembro de 2024.
O Congo ocupa o 29° lugar da Lista Mundial da Perseguição 2026 da Missão Portas Abertas de países mais difíceis para ser cristão.
*Nome alterado por motivos de segurança










