Turistas israelenses são atacados com machados e gritos de "Heil Hitler" na Magnólia
- 23/07/2026

Seis turistas israelenses foram atacados por um grupo com machados e facas na Mongólia, na semana passada.
Segundo a emissora pública israelense KAN News, os três homens e as três mulheres viajavam pelo país e estavam se preparando para passar a noite em um acampamento, quando o ataque antissemita aconteceu.
O grupo, formado por muçulmanos cazaques locais, ouviu os turistas falarem hebraico e os confrontaram.
Em seguida, com machados e facas nas mãos, atacaram os israelenses, gritando "Heil Hitler" e "Saia daqui".
Os três homens do grupo de turistas, que haviam servido como soldados de combate nas Forças de Defesa de Israel, se defenderam lutando com os agressores, dando tempo para as mulheres fugirem.
Um israelense usou uma garrafa de vidro para afastar um agressor, e outro o dominou com métodos não divulgados.
O terceiro israelense foi atingido com um forte golpe no rosto, fraturando a mandíbula. Ele foi levado de avião a Israel para receber atendimento médico.
Os seis turistas conseguiram escapar do ataque. Eles entraram em contato com a embaixada israelense na China.
As autoridades da Mongólia propuseram aos israelenses que registrassem uma denúncia à polícia local, mas eles não quiseram. O ataque contra os turistas foi condenado pelo governo mongol.
Aumento do antissemitismo no mundo
Um relatório internacional, divulgado neste ano, apontou um aumento significativo do antissemitismo em todo o mundo após o início da guerra dos EUA e Israel contra o Irã.
Segundo dados divulgados pelo Centro de Pesquisa sobre Antissemitismo, ligado à organização Movimento de Combate ao Antissemitismo (CAM, sigla em inglês), os incidentes antissemitas cresceram 34% globalmente na primeira semana do conflito.
O levantamento registrou 154 ocorrências de antissemitismo em apenas sete dias, incluindo agressões verbais, ameaças, vandalismo e propaganda de ódio contra judeus e israelenses.
Antissemitismo no Brasil
Um relatório da Confederação Israelita do Brasil (Conib), divulgado em março, informou que o antissemitismo no Brasil aumentou 150% desde 2022.
Em 2025, 989 casos de antissemitismo foram registradas. De acordo com o documento, a maior parte dos casos (800) aconteceu no ambiente digital e 189 foram offline. As plataformas onde mais ocorreram os episódios de ódio foram: Instagram (37%), X (13,8%) e Facebook (11,6%).
Conteúdos antissemitas também foram divulgados no YouTube, WhatsApp e outras plataformas.










